Ah, as flores do campo, tão belas e perfumadas. Cai a noite e a Lua dourada faz de mim, um ser sem fim, desapego.
Corro pelos campos e estremeço, ah, a beleza ainda existe, e o eterno se difunde pelos olhares ao léu.
Sim, corro para a vida, tênue e querida, mágica remota, espalha em mim luas tortas, de cores assim, brilhantes, marfim.
E então, neste pedaço de chão, o asfalto gelado. A brisa suave corta as nuvens e o céu estrelado cobre o mundo.
Devagueio a voar, pelos ares infinitos, horizontes tão bonitos, que dá vontade de sorrir, não chorar.
E tão de repente me vejo flutuando, atravessando os montes, pairando na mata. Pássaros ao longe, amigos dançantes, vento que venta.
Vida que sopra, desabrocha, cai a pétala, vem a rosa. E desço, devagar, pés no chão, a caminhar, inocente, pela estrada, andando em disparada.
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