MANGARROBA

um café e uma prosa

02:11

O silêncio e o vento

Postado por Unknown |

Silêncio obsequioso irrompe no vento
Tratado modesto de lar indecente
Corista singela, lapela ao relento
É doce veneno, modesto e inocente

...

02:17

E Gandhi disse:

Postado por Unknown |

“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida.

A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.

Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.

Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.

Deixaria, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável.

Além do pão, o trabalho.

Além do trabalho, a ação.

Além da ação o cultivo à amizade.

E, quando tudo mais faltasse, deixaria um segredo:

O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída”.

Mahatma Gandhi

Do Blog http://blogdoprotogenes.com.br/

01:27

Formas e cores

Postado por Unknown |


Desfaz o vento entre pétalas caídas,
Sombra corrente de ar renovado,
De flores formosas, polidas.

Tímpano que ouve o túnel que abraça
Escuta, ao rugir dos tambores
Assobio marcado, de formas e cores

Alegre vivente emana em graça
Desce e deflagra, instante robusto
Som de apara, que vibra e disfarça

Escala o barulho em gotas de branco
Do pão e do trigo à mesa de dama
É chão que separa, lugar de morada

De força e de casa, corte no vidro
Espelho vermelho na sala rosada
É poeira escura no canto amigo
Lar de roseira crua e curada.

01:28

Nesta terra de criança

Postado por Unknown |



Estranho o Luar, brilho altaneiro nestas bandas de romeiros, onde os bichos se animam quando o tempo se mistura, na floresta escura, de mamão e de cajá.

Nestas horas de calor faz-me o canto um passarinho, estranho em seu ninho, que arredio sopra notas, por ali e aculá.

Começa então a clarear ele olha pelos cantos, molha os seus prantos, e se põe a cantar. Eita bichinho bom, nascido pra voar. Vai e vem pelos mares, oceanos e lugares, onde a alvorada clara, aparece na estiada, pros animal acordar.

Aumenta a seca e a fartura esmiúda. O povo pede chuva e São Pedro há de ajudar. Lá pelas tantas o matuto corre o poço, faz-se de bom moço, pede água para trabalhar. O sertão vira do avesso, morte que não tem preço, é vida que se acaba pra outra recomeçar.

Mas então vem a bonança, a molhadeira se começa, tem alegria e tem festa, para ao Pai celebrar. Agradecendo ao Divino mais um pouco de esperança, nesta terra de criança, onde a vida há de reinar.

00:08

Beija, Beija-flor

Postado por Unknown |



Beija, beija-flor
Vai voando, salteando.
No bem do amor,
Mergulhando, vai amando.

Traz luz dourada,
Cor de resplendor
Estrela prateada
Entrega-me tua flor.

Voa em mim,
Em minhalma,
Um momento assim,
Vem, me acalma.

Sonha o sonho meu,
Pairando pelo alto
Leva contigo
Tino de sobressalto

E vamos juntos,
Unidos a cantar
Assobiando cantigas
Cantando sem parar

Melodias, harmonias
Ritmando ao luar
Batucando alegria
Ensinando a orar

Agradecendo ao Pai Celeste
As belezas do astral
Luz, divina luz
Deste reino Universal.

01:40

O chão da semente

Postado por Unknown |

Canta Rosa,
mundo vai,
caminhando,
Vai girando.
Do barco ao trator,
tratorando, vai arando,
o chão da semente,
vai plantando,
regando a bom gosto,
depois do almoço.

Nas terras perdidas,
achadas, escondidas.
De trato e de rosto,
do fogo escaldante,
brilhante, ardente em si.

Pelas casas, vilarejos
nas ruas, ensolaradas,
notas em mi,
de um trompente sagaz,
que grita por ali,
no bar da Suzete
Lá, na vila da Paz.

15:37

O menino levado

Postado por Unknown |

Riso, risadinha,
Passo o troco trombadinha,
Olha a hora Virgulina
O menino vem chegando
Pega o balde e creolina.

Vê o dente, tá quebrado
Travessura de rapina
Passa o pente, penteado

Tem piolho, ai que sina
o menino é levado
Vem correndo pela esquina

Trapo velho,
tênis sujo
Amarelo,
Igual sabujo.

Menino esperto,
Picuinha,
Vai brincando,
Amarelinha.

Cai de novo
Desce o morro
Solta pipa
Vê o ouro

Pula certo,
Adivinha
Olho aberto,
Boi na linha.

E vai crescendo
Sem modinha
O mundo inteiro
Se espinha
Na infância pequenina
De um menino
Que fascina.

15:56

Dos quadros que pintei II

Postado por Unknown |

17:38

Ares infinitos

Postado por Unknown |

Ah, as flores do campo, tão belas e perfumadas. Cai a noite e a Lua dourada faz de mim, um ser sem fim, desapego.

Corro pelos campos e estremeço, ah, a beleza ainda existe, e o eterno se difunde pelos olhares ao léu.

Sim, corro para a vida, tênue e querida, mágica remota, espalha em mim luas tortas, de cores assim, brilhantes, marfim.

E então, neste pedaço de chão, o asfalto gelado. A brisa suave corta as nuvens e o céu estrelado cobre o mundo.

Devagueio a voar, pelos ares infinitos, horizontes tão bonitos, que dá vontade de sorrir, não chorar.

E tão de repente me vejo flutuando, atravessando os montes, pairando na mata. Pássaros ao longe, amigos dançantes, vento que venta.

Vida que sopra, desabrocha, cai a pétala, vem a rosa. E desço, devagar, pés no chão, a caminhar, inocente, pela estrada, andando em disparada.

18:32

Pensamento do dia

Postado por Unknown |

"É preciso ter caos e frenesi dentro de si para dar à luz uma estrela dançante"

F. Nietzsche

15:39

Coisa atoa

Postado por Unknown |

Coisa, que coisa
Amena
Coisa, que louca
A pena.

Muda quem muda
Estuda
A muda do mundo
Miúda.

Para, não para
Em frente
Cala, mas fala
Da mente.

Abre, descobre
Corrente
Viva, agora
Sente.

Ali, acolá
Para lá
De cá, de lá
O Pará.

Ao lado, sem lado
Um talo
De calo, espalho
O alho.

De voltas, sem volta
Pequena
Envolta, devota
Serena.

05:39

Mestre Pixinguinha

Postado por Unknown |



Poesia em notas musicais.

14:53

A renovação da alma

Postado por Unknown |

Uma mensagem espírita

Se erraste, é preciso procurar a porta da retificação.

Se ofendeste a alguém, corrige-te na devida reconciliação.

Se te desviaste da senda reta, volta ao caminho direito.

Se te perturbaste, harmoniza-te de novo.

Se abrigaste a revolta, recupera a disciplina de ti mesmo.

Trecho da mensagem de EMMANUEL em VINHA DE LUZ

11:38

Dos quadros que pintei

Postado por Unknown |


O primeiro.

09:05

Versos de paz

Postado por Unknown |

No amor cresce a alma
Na beleza, o infinito
Na união desce a calma
Feliz o espírito

Nas palavras um sorriso
No olhar a verdade,
O carinho conciso
Despe o peito da maldade

Na paz um alívio
De cor, sem espinho
Da flor o perfume
Aroma de ensino

Dos ventos a semente
Na cachoeira sol a pino
Das estrelas luz que sente
O violão então afino

Na música me ensino
A arte de viver
Corre água no caminho
Mostra o belo do prazer

E num poema meu
Faço versos inocentes
Como o abraço teu
Sincero e transparente

Alegria, alegria
Na terra para aprender
Vivendo todo dia
Com amor e com saber