“Se eu pudesse deixar algum presente a você, deixaria aceso o sentimento de amar a vida.
A consciência de aprender tudo o que foi ensinado pelo tempo afora.
Lembraria os erros que foram cometidos para que não mais se repetissem.
Daria a capacidade de escolher novos rumos, novos caminhos.
Deixaria, se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável.
Além do pão, o trabalho.
Além do trabalho, a ação.
Além da ação o cultivo à amizade.
E, quando tudo mais faltasse, deixaria um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar a saída”.
Mahatma Gandhi
Do Blog http://blogdoprotogenes.com.br/

Desfaz o vento entre pétalas caídas,
Sombra corrente de ar renovado,
De flores formosas, polidas.
Tímpano que ouve o túnel que abraça
Escuta, ao rugir dos tambores
Assobio marcado, de formas e cores
Alegre vivente emana em graça
Desce e deflagra, instante robusto
Som de apara, que vibra e disfarça
Escala o barulho em gotas de branco
Do pão e do trigo à mesa de dama
É chão que separa, lugar de morada
De força e de casa, corte no vidro
Espelho vermelho na sala rosada
É poeira escura no canto amigo
Lar de roseira crua e curada.
Estranho o Luar, brilho altaneiro nestas bandas de romeiros, onde os bichos se animam quando o tempo se mistura, na floresta escura, de mamão e de cajá.
Nestas horas de calor faz-me o canto um passarinho, estranho em seu ninho, que arredio sopra notas, por ali e aculá.
Começa então a clarear ele olha pelos cantos, molha os seus prantos, e se põe a cantar. Eita bichinho bom, nascido pra voar. Vai e vem pelos mares, oceanos e lugares, onde a alvorada clara, aparece na estiada, pros animal acordar.
Aumenta a seca e a fartura esmiúda. O povo pede chuva e São Pedro há de ajudar. Lá pelas tantas o matuto corre o poço, faz-se de bom moço, pede água para trabalhar. O sertão vira do avesso, morte que não tem preço, é vida que se acaba pra outra recomeçar.
Mas então vem a bonança, a molhadeira se começa, tem alegria e tem festa, para ao Pai celebrar. Agradecendo ao Divino mais um pouco de esperança, nesta terra de criança, onde a vida há de reinar.